Gambling LawMonday, 14 September 2026 · 22:33 GMT · 2 min read

Presidente da ANJL Defende Patrocínio de Empresas de Apostas a Projetos Culturais no Brasil

Plínio Lemos Jorge argumenta que impedir empresas licenciadas de apoiar projetos culturais pode reduzir o financiamento ao setor e beneficiar operadores ilegais.

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Presidente da ANJL Defende Patrocínio de Empresas de Apostas a Projetos Culturais no Brasil

Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), criticou iniciativas destinadas a impedir que empresas regulamentadas de apostas financiem projetos culturais por meio da Lei Rouanet.

Em artigo de opinião publicado pela Folha, Jorge argumentou que excluir operadores de apostas do mecanismo de incentivo à cultura representaria uma discriminação contra uma indústria legalmente regulamentada, além de potencialmente reduzir os recursos disponíveis para artistas, produtores e outros profissionais do setor cultural brasileiro.

Os comentários do presidente da ANJL surgem em meio a um debate mais amplo sobre restrições à publicidade e ao patrocínio de apostas no Brasil, incluindo iniciativas em âmbito municipal que buscam limitar a exposição de marcas do setor em eventos culturais e outros eventos públicos.

ANJL Questiona Restrições ao Financiamento Cultural por Empresas de Apostas

A Lei Rouanet está em vigor desde 1991 e permite que empresas apoiem projetos culturais aprovados por meio de incentivos fiscais. Em 2025, projetos culturais captaram R$ 3,41 bilhões por meio do mecanismo, embora empresas de apostas não estivessem entre os 20 maiores patrocinadores.

Jorge argumentou que operadores regulamentados de apostas deveriam poder participar do sistema da mesma forma que empresas de outros setores legalizados.

“Destinar recursos para projetos artísticos é simplesmente uma forma de o setor de apostas incentivar — por meio de benefícios fiscais — o fortalecimento da cultura de norte a sul do país”, afirmou.

O presidente da ANJL citou empresas dos setores de petróleo, mineração e financeiro entre as principais patrocinadoras de projetos culturais, argumentando que as preocupações associadas a essas indústrias não resultaram em pedidos semelhantes para impedir sua participação no mecanismo.

Jorge também destacou que o marco regulatório brasileiro das apostas já destina recursos para áreas como educação, segurança pública, saúde e esporte, questionando por que a cultura deveria receber um tratamento diferente.

Restrições Podem Reduzir Recursos para Artistas

A manifestação de Jorge ocorre após iniciativas de algumas autoridades municipais para restringir o patrocínio de empresas de apostas a eventos culturais, incluindo a divulgação de marcas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

Segundo ele, essas medidas podem gerar consequências indesejadas para artistas e outros profissionais da cultura ao eliminar uma possível fonte de financiamento proveniente da indústria regulamentada.

“Colocar em xeque a presença e a divulgação das operadoras de apostas dentro da cultura brasileira visa apenas — mais uma vez — marginalizar uma indústria legalizada”, afirmou Jorge.

O presidente da ANJL também comparou o tratamento dado aos patrocínios de empresas de apostas com o de companhias de bebidas alcoólicas, argumentando que essas empresas continuam apoiando eventos culturais apesar dos riscos reconhecidos à saúde pública associados ao consumo excessivo de álcool.

ANJL Alerta que Restrições Podem Beneficiar Mercado Ilegal

Jorge também argumentou que restringir a visibilidade das empresas de apostas autorizadas pode dificultar a diferenciação, por parte dos consumidores, entre operadores aprovados pelo Ministério da Fazenda e plataformas ilegais de jogos.

Operadores licenciados pagam impostos e podem financiar projetos culturais por meio de mecanismos estabelecidos, enquanto empresas offshore que atendem ilegalmente consumidores brasileiros não realizam contribuições equivalentes ao sistema regulamentado do país.

A posição da ANJL, portanto, é de que novas restrições podem enfraquecer uma das distinções entre os mercados regulamentado e ilegal de apostas no Brasil e, simultaneamente, reduzir o potencial de investimento em projetos culturais.

No entanto, os argumentos representam a posição da ANJL e de seu presidente em meio a um debate contínuo sobre o nível adequado de publicidade e patrocínio de apostas no Brasil. Defensores de restrições mais rígidas têm levantado preocupações cada vez maiores sobre a exposição das marcas do setor enquanto formuladores de políticas avaliam novas medidas para o mercado regulamentado.

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