ComplianceWednesday, 2 September 2026 · 13:13 GMT · 2 min read

Superbet Lança Campanha de R$ 60 Milhões para Promover Jogo Responsável no Brasil

Iniciativa Superline oferecerá atendimento gratuito 24 horas por telefone e WhatsApp para pessoas que enfrentam problemas relacionados às apostas.

INiGaming.News NewsdeskiGaming.News Contributor
Superbet Lança Campanha de R$ 60 Milhões para Promover Jogo Responsável no Brasil

A Superbet lançou uma nova iniciativa de jogo responsável no Brasil apoiada por uma campanha publicitária de R$ 60 milhões, com a operadora oferecendo atendimento 24 horas para pessoas que enfrentam problemas relacionados ao vício em apostas.

Batizado de Superline, o serviço foi lançado em 31 de agosto e estará disponível gratuitamente por telefone e WhatsApp. Os usuários que precisarem de assistência serão encaminhados ao Instituto de Proteção ao Jogador (IPJ), onde receberão suporte de assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras.

Superline Oferecerá Até 3.500 Atendimentos por Mês

O IPJ receberá financiamento adicional da Superbet para apoiar o programa, com capacidade inicial para realizar até 3.500 atendimentos por mês. Segundo a operadora, essa capacidade poderá posteriormente ser ajustada de acordo com a demanda pelo serviço.

A Superbet está apoiando a iniciativa com uma campanha de mídia de R$ 60 milhões protagonizada pelo ex-jogador da Seleção Brasileira Cafu. A campanha estreou com um anúncio na TV Globo e também será divulgada nas redes sociais e em estádios vinculados aos acordos de patrocínio da Superbet.

O CEO da Superbet, Alexandre Fonseca, descreveu a Superline como o segundo maior investimento em mídia da história da empresa, atrás apenas de suas ações publicitárias relacionadas à Copa do Mundo da FIFA.

“É um investimento considerável, e eu nem consigo precisar o custo total da campanha”, afirmou Fonseca. “Vamos utilizar todos os recursos de mídia que temos aqui na Superbet.”

Fonseca rejeitou a ideia de que a Superline tenha como objetivo a aquisição de clientes, argumentando que a finalidade da iniciativa é ampliar a conscientização e a educação sobre os danos relacionados às apostas.

“Não é uma campanha voltada para aquisição de usuários ou para, de alguma forma, gerar capital para a empresa enquanto marca”, afirmou.

CEO da Superbet Defende Educação em Vez de Novas Restrições

Fonseca afirmou que a Superbet acredita que a educação dos consumidores deve desempenhar um papel central no enfrentamento do vício em apostas, em meio ao contínuo debate no Brasil sobre tributação, restrições à publicidade e maior regulamentação do setor.

“Alguns defendem a tributação, alguns defendem a proibição da atividade, outros defendem uma regulamentação mais rígida. Nós, como especialistas nisso, acreditamos que a raiz do problema está na educação do consumidor”, afirmou.

O CEO da Superbet também se posicionou contra propostas de proibição da publicidade de apostas, argumentando que a possibilidade de promover seus serviços representa uma importante diferença entre operadores autorizados pelo governo federal e empresas ilegais.

“Meu único diferencial como empresa de apostas regulamentada no Brasil é poder fazer publicidade de forma ampla”, disse Fonseca.

Uma Pesquisa Nacional sobre Álcool e Drogas publicada em 2025 estimou que aproximadamente 1,4 milhão de brasileiros, equivalente a 0,8% da população, apresentavam sintomas compatíveis com um provável diagnóstico de transtorno do jogo. O psiquiatra Rodrigo Machado, do Hospital das Clínicas, também afirmou que mais de 7% dos apostadores no Brasil eram considerados em risco de desenvolver o transtorno.

Fonseca Alerta que Restrições Podem Beneficiar Mercado Ilegal

Fonseca também argumentou que a proibição das apostas online poderia levar a atividade existente para operadores não licenciados. O Brasil lançou seu mercado federal regulamentado de apostas e jogos online no início de 2025, com operadores autorizados obrigados a pagar R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos.

Apesar da contínua fiscalização regulatória, o CEO da Superbet acredita que ainda existe espaço para o crescimento do setor de apostas no Brasil. Dados do Ministério da Fazenda citados pelo executivo indicaram que aproximadamente 10% da população brasileira participou de apostas online durante 2025.

Fonseca sustentou que uma eventual proibição não eliminaria essa demanda, mas transferiria a atividade para fora do mercado regulamentado.

“Não vejo isso acontecendo, para ser perfeitamente sincero”, afirmou.

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